21 de junho, 2005 - 14h16 GMT (11h16 Brasília)
O ministro do Interior do Irã, Abdolvahed Moussavi-Lari, disse que o segundo turno das eleições nesta sexta-feira pode ter "ainda mais fraudes".
O ministério que comanda o processo eleitoral afirmou que "instituições que deveriam defender o povo iraniano organizaram e orquestraram a votação" do primeiro turno.
Três candidatos que não passaram para a reta final reclamaram que houve um golpe para beneficiar o prefeito de Teerã, Mahmoud Ahmadinejad, tido como linha-dura.
Contrariando todas as previsões, ele chegou em segundo lugar e tenta vencer o ex-presidente Akbar Hashemi Rafsanjani que, embora tenha bom relacionamento com os principais clérigos do país, é considerado moderado e recebe apoio dos reformistas no segundo turno.
Apelo
O presidente do Irã, Mohammad Khatami, fez um apelo para que os eleitores compareçam em massa às urnas no segundo turno da eleição presidencial e defendeu a necessidade de promover reformas no país.
Em nota divulgada pela TV iraniana, ele convocou os eleitores a “continuar com sua vigilante presença e eleger com grande número de votos um presidente que a nação iraniana mereça”.
Khatami também fez uma defesa da moderação.
Analistas dizem que a votação de sexta-feira pode representar um momento de virada para o Irã, pois pode dar a conservadores linha-dura o controle de todas as instituições do Estado.