21 de junho, 2005 - 17h49 GMT (14h49 Brasília)
A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, pediu, de maneira enfática, que a Síria "pare", horas depois do segundo assassinato em um mês de um político libanês anti-Síria.
Rice afirmou que não sabia quem detonou a bomba que matou George Hawi, ex-líder do Partido Comunista do Líbano, mas acusou a Síria de desestabilizar o país vizinho.
"Há uma atmosfera de instabilidade (no Líbano) e as atividades da Síria são parte desse contexto e dessa atmosfera, e eles precisam parar com isso", disse ela a repórteres antes de chegar a Bruxelas nesta terça, como parte de sua viagem pela Europa e Oriente Médio.
Na semana passada, Washington há havia acusado a Síria havia de não ter retirado todos os agentes de inteligência que mantinha no Líbano.
Rice está agora em Bruxelas, onde participa de uma conferência sobre o Iraque que deve reunir representantes de 80 países.
Assassinato
A bomba que matou Hawi foi colocada sob o banco do carro dele, uma Mercedes-Benz, e foi detonada por controle remoto.
O ex-líder comunista morreu na hora, e seu motorista ficou ferido.
O ataque ocorreu poucos dias depois da vitória da oposição anti-Síria na rodada final das eleições parlamentares libanesas.
A Síria retirou suas tropas do Líbano neste ano, após o assassinato do ex-primeiro-ministro libanês Rafik Hariri, em fevereiro.
O filho dele, Saad Hariri, liderou o bloco vitorioso nas eleições, que garantiram uma maioria parlamentar para agrupamentos anti-Síria.
Hawi, que era cristão, por vários anos foi um aliado da Síria, que manteve suas tropas por quase três décadas no Líbano.
Recentemente, porém, ele havia passado para o lado da oposição, fazendo freqüentes críticas à interferência síria nos assuntos libaneses.
Hawi é o segundo militante anti-Síria a morrer no Líbano neste mês.
No dia 2, o jornalista Samir Kassir havia sido morto pela explosão de uma bomba sob seu carro.