18 de junho, 2005 - 20h58 GMT (17h58 Brasília)
Dezenas de milhares de pessoas foram às ruas de Madri, na Espanha, para participar de uma manifestação contra os planos do governo de legalizar o casamento entre homossexuais.
A manifestação foi organizada por bispos católicos e por membros do Partido Popular, de oposição.
Mais de 500 ônibus foram usados para transportar pessoas até a capital espanhola. Vôos especiais trouxeram manifestantes da Ilhas Canárias e da áreas espanholas no Marrocos.
Em abril passado, a Câmara baixa do parlamento espanhol aprovou o casamento gay. Mas ela ainda precisa ser aprovada pelo Senado.
Divórcio e aborto
O Vaticano condenou a lei. Se for aprovada, a Espanha vai ser o primeiro país da Europa a permitir que homossexuais casem e possam adotar filhos.
O chefe do Conselho Pontificial para a Família, cardeal Alfonso Lopez Trujillo, disse que a nova legislação seria injusta.
Quando o primeiro-ministro José Luis Zapatero tomou posse, há um ano, ele disse que pretendia remover o que chamou de vantagens da Igreja e transformar a Espanha num estado secular.
Zapatero indicou que pretende mudar as lei que regulamentam divórcio e aborto.
Pesquisas de opinião indicam que a maioria dos espanhóis apóiam o casamento gay.
Mas a lei enfrenta forte resistência no país, que é predominantemente católico. Vários prefeitos espanhóis disseram que vão se recusar a casar pessoas do mesmo sexo, se a lei for aprovada.
Grupos defensores dos direitos de gays e lésbicas realizaram uma manifestação paralela para apoiar a lei.