17 de junho, 2005 - 18h51 GMT (15h51 Brasília)
Os Estados Unidos lançaram uma grande ofensiva no Iraque, envolvendo cerca de mil militares, para caçar insurgentes e combatentes estrangeiros no Iraque.
Batalhas com armas pesadas puderam ser ouvidas enquanto a operação se desenvolvia nas primeiras horas desta sexta-feira em diferentes cidades da província de Anbar, na fronteira com a Síria.
Ela ocorre em uma semana de ataques que deixaram pelo menos 11 soldados americanos mortos.
A operação dos Estados Unidos no oeste do Iraque começou antes do amanhecer.
Testemunhas relataram a ocorrência de pesados confrontos nas cidades de Qaim e Karabila.
Aviões lançaram bombas em casas suspeitas de abrigar rebeldes e armas.
Outras bombas tinham como alvo rebeldes que, segundo os militares americanos, estavam atirando em forças dos Estados Unidos em terra.
O líder da Associação de Clérigos Muçulmanos de Qaim, Mudhafar Al-Ani, convocou os comerciantes a manterem suas portas fechadas, em protesto contra os ataques americanos que, segundo ele, estão pondo civis em perigo.
"As forças americanas estão se expandindo, e nós vamos declarar greve-geral depois das orações desta sexta-feira", disse ele, segundo a agência de notícias Reuters.
Os americanos dizem que a fronteira oeste se tornou um novo porto seguro para os insurgentes que estavam abrigados em Falluja até uma ofensiva dos Estados Unidos em novembro.
Eles dizem que combatentes estrangeiros continuam a entrar no Iraque vindos da Síria, mas o governo sírio rejeita as acusações.
Nesta sexta-feira, em Bagdá, um carro-bomba explodiu perto de um caminhão carregado com combustível, ferindo pelo menos quatro pessoas.
A explosão aconteceu perto de uma mesquita xiita. O combustível vazou para a rua e incendiou uma casa.