14 de junho, 2005 - 15h57 GMT (12h57 Brasília)
O presidente da África do Sul, Thabo Mbeki, demitiu seu vice, Jacob Zuma.
A decisão foi anunciada depois que o julgamento do assessor financeiro de Zuma, Schabir Shaik, parece envolver o vice-presidente em casos de corrupção.
Segundo Mbeki, à luz das necessidades de defender a jovem democracia da África do Sul, "seria melhor liberar Jacob Zuma de suas responsabilidades".
Zuma já foi tido como o herdeiro da Presidência da África do Sul e ainda é popular no país.
Envolvimento
Shaik foi condenado a 15 anos de prisão por corrupção e fraude há duas semanas.
As acusações de corrupção contra ele envolvem seus negócios com o vice-presidente, e o tribunal concluiu que Shaik tivera "uma relação de forma geral corrupta" com Zuma.
O processo contra Shaik foi conseqüência de uma investigação sobre um negócio envolvendo compra de armamentos pelo governo sul-africano de um empresa francesa, Thint Holdings, em 1999.
Nele, o procurador concluiu que havia evidências preliminares contra Zuma, mas decidiu que não havia provas para condenar o vice-presidente.
Em discurso em sessão especial do Parlamento, Mbeki enfatizou que Zuma deve ser considerado inocente, pois sua condenação pode ser revista na apelação.
A Procuradoria Nacional da África do Sul está investigando as acusações contra Zuma.