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12 de junho, 2005 - 18h15 GMT (15h15 Brasília)

Líbano faz penúltima etapa de eleição parlamentar

O Líbano fori às urnas neste domingo, no terceiro estágio das eleições parlamentares, que pode decidir se grupos pró ou contra a Síria irão controlar o novo Parlamento do país nos próximos quatro anos.

Esta terceira e penúltima rodada da votação é decisiva para a formação do novo Parlamento libanês. A última etapa das eleições está marcada para o próximo mês.

Quase a metade das cadeiras devem ser escolhidas neste domingo pelas regiões de Monte Líbano, no centro do país, e pelo Vale do Bekaa, localizado no leste do Líbano.

O Monte Líbano é a principal área cristã do país. Já o Vale do Bekaa é considerado a região mais muçulmana do Líbano.

O leste libanês tem concentrado durante a campanha política uma forte polarização entre candidatos contra e a favor da Síria.

Hariri

Estima-se que cerca de 45% dos eleitores compareceram às urnas neste domingo. Um índice considerado alto para o Líbano.

Esta é a primeira eleição libanesa, em 30 anos, sem a influência da Síria, que foi forçada a retirar suas tropas do Líbano após o assassinato de ex-premiê libanês, Rafik Hariri em fevereiro.

O assassinato de Hariri, num atentado a bomba, foi atribuído à Síria, que negou qualquer envolvimento com o ataque.

Nas rodadas anteriores das eleições parlamentares, candidatos pró e contra a influência síria na política libanesa conquistaram quase o mesmo número de vagas.

Muçulmanos e cristãos

As eleições deste domingo também representaram uma batalha para a liderança da comunidade cristã.

Candidatos anti-Síria estão competindo entre si na área predominantemente cristã de Monte Líbano.

Os cristãos têm exatamente o mesmo número de assentos do que os muçulmanos, apesar de cristãos representarem menos da metade da população libanesa.

Há vagas também reservadas na mesma quantidade a cada credo religioso, como por exemplo credos seguidos por gregos ortodoxos, muçulmanos sunitas e judeus.

O presidente do Líbano é sempre um cristão maronita, o único líder não-muçulmano de um país no mundo árabe.