10 de junho, 2005 - 21h13 GMT (18h13 Brasília)
As autoridades iraquianas encontraram nesta sexta-feira 21 corpos, aparentemente executados por insurgentes, perto da fronteira da Síria.
Suspeita-se que as vítimas sejam xiitas que integravam o Exército do Iraque, seqüestrados esta semana.
As vítimas foram baleadas diversas vezes na cabeça. Pelo menos três corpos estavam degolados.
Os corpos foram encontrados a 125 km a oeste de Haqlaniyah, perto de Qaim – um bastião dos rebeldes. Foram deixados em três locais diferentes – uma vala comum, um banco de areia e à beira da estrada.
Dois dias antes, 20 soldados vestidos em trajes civis tinham sido capturados após deixar sua base em Qaim.
Carro-bomba
Na capital, Bagdá, um carro-bomba matou pelo menos quatro pessoas e feriu 17 num bairro ao norte da cidade.
As vítimas estavam na porta de um restaurante, aguardando na fila para comprar falafel (um bolinho feito com grão-de-bico, comido com pão e salada, típico do Oriente Médio).
Horas antes, pelo menos cinco fuzileiros americanos foram mortos na explosão de uma mina à beira de uma estrada no Iraque, nesta sexta-feira, segundo militares dos Estados Unidos.
Uma nota divulgada pelas forças americanas diz que os soldados da 2ª Divisão de Fuzileiros estavam em um veículo na cidade de Haqlaniya, quando a bomba explodiu.
Os fuzileiros estavam em operações de combate nessa região, considerada altamente volátil.
A cidade de Haqlaniyah fica a 145 km de Bagdá.
Minas colocadas à beira de estradas estão entre as armas mais mortais dos insurgentes iraquianos.
No entanto, poucas vezes uma única explosão matou tantos soldados americanos.
Desde a invasão do Iraque pelas forças da coalizão lidarada pelos Estados Unidos, 1.298 soldados americanos e funcionários do Pentágono foram mortos em combate.
Se forem consideradas também as mortes fora de combate, o número chega a pelo menos 1.690, segundo a agência de notícias Associated Press.