08 de junho, 2005 - 20h09 GMT (17h09 Brasília)
Insurgentes seqüestraram 22 soldados do Exército do Iraque nesta quarta-feira, perto da fronteira da Síria, disseram fontes militares e da polícia iraquiana.
Eles foram capturados por homens armados em Rawa, a 250 km a oeste de Bagdá, pouco após terem deixado a sua base.
O local, na Província de população sunita de Anbar, é conhecido por freqüentes ataques rebeldes contra as forças de segurança do país.
A violência continua a abalar diariamente várias cidades iraquianas. Desde a noite de terça-feira, quatro soldados americanos morreram em três episódios separados.
Carro-bomba
Em Baquba, também nesta quarta-feira, um carro-bomba matou três civis que aguardavam numa fila para conseguir combustível.
Além disso, em Bagdá, dois funcionários do governo e um tradutor iraquiano que trabalhava para os militares americanos foram mortos.
A escalada nas ações rebeldes parece influenciar a opinião pública nos Estados Unidos, de acordo com uma nova pesquisa.
A sondagem, feita pelo diário Washington Post e pela rede ABC News, indica que, pela primeira vez, a maioria dos americanos não acredita que seu país ficou mais seguro em decorrência da invasão do Iraque.
Cerca de 52% dos entrevistados disseram que a guerra no Iraque não contribuiu para a segurança a longo prazo dos Estados Unidos, enquanto 47% acreditam que os esforços militares estão ajudando.
Constituição
Líderes políticos sunitas ameaçaram boicotar o processo de elaboração de uma nova Constituição iraquiana se a comunidade não tiver uma participação maior no projeto.
Uma aliança de dois partidos reivindica 25 cadeiras para sunitas no comitê parlamentar encarregado de redigir o documento – foram oferecidos 15 lugares a eles.
De acordo com o cronograma oficial, a nova Carta precisa ser redigida até agosto e aprovada pelo Parlamento dois meses depois – um referendo deve ser realizado para obter aprovação popular ao documento.