06 de junho, 2005 - 16h01 GMT (13h01 Brasília)
O Hezbollah e o partido libanês pró-Síria Amal conquistaram todos os assentos parlamentares na segunda das quatro rodadas eleitorais do Líbano, ocorrida neste domingo.
O ministro do Interior, Hassan Sabei, disse que a coligação entre o Hezbollah e o Amal, também um movimento paramilitar xiita, conquistou todas as 17 vagas disputadas no sul do país.
Seis dos 23 candidatos apresentados pela coalizão Amal-Hezbollah já haviam assegurado vagas parlamentares, por concorrerem sozinhos em suas regiões eleitorais.
Os dois partidos, que adotam uma posição anti-Israel e pró-Síria, obtiveram mais de 80% dos votos. O comparecimento eleitoral foi de 45%.
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A vitória dos grupos está sendo interpretada como uma mensagem de desafio aos Estados Unidos e Israel, que consideram o Hezbollah um grupo terrorista.
Correspondentes dizem que o apoio ao Hezbollah está sendo visto como um voto contra a interferência americana na região e a favor de que o Hezbollah permaneça armado, apesar de uma resolução da ONU emitida no ano passado.
A resolução 1559 do Conselho de Segurança exigiu a retirada de todas as forças não-libanesas (sírias) do país e o desarmamento das milícias - o que foi visto como um recado ao Hezbollah e às milícias palestinas baseadas no sul do Líbano.
Na semana passada, candidatos anti-Síria conquistaram todos os 19 assentos em Beirute.
Este é o primeiro pleito libanês que acontece sem a presença militar síria no país em 30 anos.
O Hezbollah recebeu o crédito por ter precipitado o fim dos 22 anos de ocupação israelense no Líbano, no ano 2000.
Estima-se que o grupo tenha entre 500 e 1,5 mil homens armados no Líbano.
O Hezbollah prometeu que não vai se desarmar até que Israel desista de uma área disputada na fronteira entre os dois países.