05 de junho, 2005 - 06h27 GMT (03h27 Brasília)
Está acontecendo neste domingo a segunda das quatro rodadas das eleições parlamentares do Líbano.
Este é o primeiro pleito libanês que acontece sem a presença militar síria no país em 30 anos.
No último domingo, candidatos anti-Síria conquistaram todos os 19 assentos votados na capital do país, Beirute.
A tendência não deve se repetir desta vez, acreditam comentaristas.
O grupo islâmico Hezbollah está alinhando candidatos junto com o partido xiita moderado Amal, que é liderado por um parlamentar pró-Síria.
O Hezbollah recebe o crédito de ter levado o Exército israelense a sair do sul do Líbano há cinco anos.
Recebendo o apoio sírio, o grupo permanece tendo um papel importante na política libanesa, diz a correspondente da BBC em Beirute, Kim Ghattas.
Seis dos 23 candidatos apresentados pela coalizão Amal-Hezbollah já asseguraram uma vaga parlamentar, por concorrerem sozinhos.
Grupos cristãos também vêm pedindo o boicote das eleições por não concordarem com a influência que o Hezbollah tem na escolha de candidatos em cidades cristãs.
Por causa disso, não se espera um grande comparecimento dos eleitores às urnas.