04 de junho, 2005 - 22h20 GMT (19h20 Brasília)
O presidente francês, Jacques Chirac, e o chanceler alemão, Gerhard Schröder, defenderam neste sábado a continuação do processo de ratificação da Constituição européia.
Os dois líderes se reuniram em Berlim para discutir a crise em torno do documento, rejeitado em referendo popular na França e na Holanda.
Chirac e Schröder não fizeram nenhuma declaração, mas a mensagem de que os dois concordam que o processo de ratificação não deve ser interrompido foi transmitida por seus assessores.
O porta-voz do governo alemão, Bela Anda, disse que o sonho de uma integração européia não deve morrer.
Já o porta-voz do governo francês, Jerome Bonnafont, disse que o encontro "demonstrou uma profunda unidade de opiniões sobre o que aconteceu e o que deve acontecer na Europa".
Ainda no sábado, o presidente da Comissão Européia, Jose Manuel Barroso, disse que os líderes europeus deveriam fazer com que a crise causada pelo "não" dos franceses e holandeses à Constituição se transformasse em uma oportunidade.
Grã-Bretanha
O correspondente da BBC em Berlim, Ray Furlong, disse que os dois líderes sabem que há bastante ceticismo em relação à continuidade do processo de ratificação e estão principalmente preocupados que a Grã-Bretanha possa declarar a Constituição 'morta' antes do encontro de meados deste mês da União Européia.
Chirac e Schröder também discutiram o orçamento do bloco para o período de 2007-2013.
A Alemanha, o maior contribuinte dos cofres da UE, quer que a Grã-Bretanha faça concessões sobre o desconto obtido pela ex-primeira-ministra Margaret Thatcher em 1984.
Mas o correspondente da BBC afirma que isso seria politicamente explosivo na Grã-Bretanha.