01 de junho, 2005 - 02h23 GMT (23h23 Brasília)
O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou uma prorrogação do mandato de sua missão de paz no Haiti, que terminaria nesta quarta-feira, por 24 dias, em um momento em que persiste a violência no país.
Os países-membros do conselho não conseguiram chegar a um acordo sobre o quanto tempo devem manter os soldados no país.
A medida tem o objetivo de dar aos diplomatas das Nações Unidas mais tempo para resolver divergências com a China - um dos 15 integrantes do conselho.
O governo de Pequim é contrário à permanência dos soldados de paz por mais um ano no Haiti, favorecendo uma prorrogação por apenas mais seis meses.
O secretário-geral das Nações Unidas (ONU), Kofi Annan, pediu que o mandato da missão fosse ampliado para mais um ano para garantir a segurança no país durante as eleições, previstas ainda para este ano.
Annan disse ainda que a missão da ONU precisa de um contingente extra de 750 soldados, além dos mais de 6 mil presentes no país.
A Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah), iniciada há um ano, é liderada pelo general brasileiro Augusto Heleno Ribeiro.
A prorrogação da missão da ONU é decidida em um momento em que o prefeito da capital, Porto Príncipe, Carline Simon, pede calma à população.
Há notícia de que duas pessoas morreram quando partidários do ex-presidente Jean-Bertrand Aristide, no exílio, atiraram contra policiais e soldados da ONU e atearam fogo a um mercado.
Segundo a agência de notícias AFP, a embaixada da França no Haiti disse que seu cônsul honorário na cidade de Cap Haitien, no norte do país, Paul-Henri Mourral, ficou gravemente ferido depois que seu carro foi alvo de tiros quando seguia para Porto Príncipe.