01 de junho, 2005 - 16h12 GMT (13h12 Brasília)
Centenas de mulheres egípcias foram às ruas do país nesta quarta-feira para protestar contra uma acusação de assédio sexual de ativistas femininas e jornalistas por aliados do governo.
As mulheres estão acusando simpatizantes do presidente egípcio, Hosni Mubarak, de terem abusado delas durante o referendo que aprovou mudanças constitucionais no país na semana passada.
Vestidas de preto com laços brancos, as mulheres pedem a renúncia dos responsáveis pelo abuso, incluindo o ministro do Interior, Habib al-Adli.
Mas o governo egípcio diz que o incidente é uma "tensão emocional".
A multidão ocupou o lado de fora do prédio do Sindicato dos Jornalistas no Cairo, carregando cartazes como: "Violar a dignidade das mulheres é como violar a dignidade de nosso país".
Os egípcios aprovaram em referendo uma mudança na Constituição do país que abre a possibilidade de que vários candidatos concorram na próxima eleição presidencial.
Mas a oposição a Mubarak afirmou que o referendo é ilegal porque não resultará em mudanças.
As mulheres acusam simpatizantes do governo de tê-las agarrado e batido nos postos de votação onde elas protestavam contra a realização do referendo.
"A polícia não fez nada para parar a agressão. Eles até empurraram os homens em direção às mulheres, rasgaram as suas roupas. Algumas delas ficaram completamente nuas no meio da rua", disse uma das manifestantes.
Ativistas pedem que o governo investige as acusações.