30 de maio, 2005 - 14h12 GMT (11h12 Brasília)
Pelo menos 20 pessoas morreram em dois ataques suicidas na cidade de população xiita de Hilla, no Iraque.
Um militante se explodiu em frente a uma clínica médica onde novos recrutas da polícia e do Exército deveriam fazer exames.
Outro homem detonou uma bomba no meio de uma multidão de policiais que manifestavam contra a decisão de extingüir a unidade a que pertenciam.
Segundo o Ministério do Interior iraquiano, pelo menos 96 pessoas ficaram feridas nos atentados, que ocorreram por volta das 9h no horário local (2h em Brasília).
Prisão
Ainda nesta segunda-feira, as forças americanas no Iraque libertaram Mohsen Abdul Hamid, líder do Partido Islâmico, uma das principais organizações sunitas do país, após declararem que a prisão foi um engano.
Hamid ficou detido por algumas horas e sua prisão foi qualificada pelo presidente iraquiano, Jalal Talabani, como "inaceitável".
O Partido Islâmico foi um dos que boicotaram as eleições iraquianas em janeiro.
A entidade também criticou a megaofensiva do governo iraquiano contra insurgentes na capital do país, Bagdá.
Na noite de domingo, pelo menos 16 pessoas morreram em ataques na cidade.
A violência foi aparentemente resultado de uma reação dos rebeldes ao início da ofensiva.
A grande operação para garantir a segurança nas ruas de Bagdá envolve a divisão da cidade em setores e a criação de centenas de postos de controle.