30 de maio, 2005 - 19h19 GMT (16h19 Brasília)
A semana começa com novos protestos de diferentes grupos na Bolívia contra o governo do presidente Carlos Mesa nesta segunda-feira.
Os grupos que defendem a nacionalização da indústria de gás no país voltaram a fechar as vias de acesso à capital da Bolívia, La Paz, provocando grandes engarrafamentos.
Os manifestantes querem a convocação de uma Assembléia Nacional Constituinte e expressaram sua rejeição às intenções separatistas de alguns setores nas províncias do país.
Na terça-feira, o Congresso se reúne para tratar das demandas dos manifestantes. Para Mesa, a intenção do que chamou de "grupos minoritários" é impedir que continuem as atividades do Legislativo.
"O fechamento do Parlamento nacional é um golpe de Estado, não existe democracia sem Parlamento", disse o presidente boliviano.
Grupos opostos
Também houve manifestações no interior da Bolívia nesta segunda-feira.
Um grupo de professores fechou a rodovia de ligação entre Oruro e La Paz, a cerca de 200 quilômetros da capital.
Os grupos que vêm liderando as manifestações ameaçaram ações radicais se não for convocada uma Assembléia Nacional Constituinte.
Nesta segunda-feira ainda, o governo boliviano apresentou acusação formal contra Jaime Solares e Roberto de la Cruz, dirigentes dos grupos de protestos, por conspiração para derrubar o presidente.
O Executivo também iniciou ações legais contra os dois militares que pediram a renúncia de Mesa na semana passada.
Há um clima de convulsão social, pois os grupos de protestos são opostos e só concordam no repúdio que têm contra Mesa.