26 de maio, 2005 - 01h35 GMT (22h35 Brasília)
Um bispo da Igreja Católica Romana serviu de motorista a um grupo de seqüestradores nas Filipinas, como parte de um acordo para libertar os reféns.
O bispo Emanuel Cabajar dirigiu uma caminhonete ao lado dos três seqüestradores armados, enquanto cerca de 12 reféns viajavam na carroceria.
Cabajar concordou em dirigir o veículo para garantir a segurança dos seqüestradores.
O drama começou na terça-feira, quando um grupo armado tentava assaltar um ônibus, informou a polícia.
Seqüestro
Durante o assalto, o grupo foi flagrado por uma blitz policial.
Os três assaltantes, que estavam armados com granadas, pistolas e uma metralhadora, entraram em pânico e resolveram seqüestrar todos os passageiros.
Depois de negociar com a polícia, os seqüestradores concordaram em liberar parte dos reféns em algum lugar desimpedido.
Mas o motorista do ônibus bateu o veículo – de propósito, segundo alguns relatos – e fugiu.
Os seqüestradores e os reféns foram então transferidos para uma caminhonete e o bispo Cabajar, que participava das negociações, se ofereceu para ser o motorista da fuga.
O veículo foi seguido pela polícia e por jornalistas até que um dos seqüestradores mandou os reféns saltarem em uma estrada ao sul de Pagadian, onde o ônibus transitava.
O bispo foi abandonado na remota cidade de Lakewood, a oeste de Pagadian. Depois disso ele seguiu para uma missa de ação de graças.