23 de maio, 2005 - 19h43 GMT (16h43 Brasília)
Os acionistas do Manchester United têm até o dia 13 de junho para venderem as ações ao empresário norte-americano Malcolm Glazer.
Operando em nome de Glazer, a empresa Red Football já detém 76.2% do controle acionário do clube de futebol inglês, apesar da dura oposição de muitos torcedores.
O plano do bilionário norte-americano é comprar o resto das ações e retirar o clube da Bolsa de Valores de Londres.
Um grupo de acionistas, conhecido como Shareholders United, diz ter cerca de 15% das ações do clube. Mas, se conseguir comprar 90% das ações que ainda não possui, Glazer poderá forçar os demais acionistas a venderem o restante.
Fim do MUFC S.A.
O fim dos catorze anos em que o Manchester United Football Club operou como uma sociedade anônima com ações na Bolsa é visto como inevitável, independentemente das decisões dos acionistas.
Isso porque, ao deter mais de 75% das ações, Glazer já passou a ter o direito de transformar o clube numa empresa limitada.
Na oferta feita aos demais acionistas, a família Glazer diz ser "torcedora do Manchester United e dona, há muito tempo, de ações do clube".
A declaração ainda diz que a empresa quer "trabalhar com a atual direção, jogadores e torcedores para que o Manchester United continue tendo sucesso tanto dentro quanto fora do campo".
Empréstimo
Mais de um terço do dinheiro obtido por Glazer para a compra do clube por £ 790 milhões (cerca de US$ 1.4 bilhão) usa como garantia patrimônios do Manchester, incluindo o famoso estádio de Old Traford.
Outros £ 275 milhões (cerca de US$ 500 milhões) foram obtidos através de empréstimos com fundos especulativos.
O empresário de 76 anos também é dono do time de futebol americano Tampa Bay Buccaneers, que passou a gerar dinheiro e resultados positivos depois da compra.
Mesmo assim, muitos torcedores do Manchester United vêem com suspeita a compra do clube pela família Glazer num momento em que o clube já sofre com uma temporada sem ganhar um único título inglês ou europeu.