19 de maio, 2005 - 14h51 GMT (11h51 Brasília)
O presidente da França, Jacques Chirac, convocou o primeiro-ministro da Alemanha, Gerhard Schröder, e o presidente da Polônia, Aleksander Kwasniewski, para ajudar sua campanha para que os franceses votem a favor da Constituição Européia no referendo do próximo dia 29.
A iniciativa faz parte de uma ofensiva para convencer eleitores franceses que não têm se mostrado favoráveis ao documento – recentes pesquisas de intenção de voto colocam o “não” na liderança.
Na cidade francesa de Nancy, onde os três realizaram uma reunião, Schröder disse que, se os franceses disserem não à Constituição, será o fim do documento.
“Acreditem em mim, vou dizer claramente: não há a mais remota chance de reabrir o processo constitucional”, disse o chanceler alemão.
Desconto britânico
Por sua vez, Kwasniewski disse que a Polônia também precisa de um “sim” francês.
“Eu desejo por mim, por todos nós, que este tratado constitucional seja adotado aqui”, disse o presidente polonês.
“Será um sinal muito importante para o referendo na Polônia”, completou.
Como parte de sua campanha, Chirac também defendeu uma revisão do desconto a que a Grã-Bretanha tem direito em suas contribuições ao orçamento europeu, que chegam a 4,6 bilhões de euros neste ano.
O desconto foi obtido em 1984 sob o argumento de que a Grã-Bretanha pagava mais do que recebia do orçamento europeu, por ser menos beneficiada pela política de incentivos agrícolas do bloco.
Mas Chirac disse que a França, a Alemanha e a Polônia concordam que está na hora de rever o desconto, devido às exigências de disciplina fiscal na União Européia e à necessidade de tratar com justiça os dez membros que ingressaram no bloco no ano passado.
Esta foi a segunda vez em uma semana que o presidente francês trouxe o tema do desconto britânico para o centro da campanha pelo “sim” à Constituição Européia.