16 de maio, 2005 - 04h39 GMT (01h39 Brasília)
O primeiro-ministro da Etiópia, Meles Zenawi, proibiu a realização de manifestações no país por um mês, depois das eleições de domingo – cujo resultado foi questionado pela oposição.
Zenawi também assumiu o controle das forças de segurança na capital etíope, Addis Ababa. O líder afirma que as decisões foram tomadas para garantir a estabilidade no período pós-eleitoral.
Um número surpreendente de eleitores compareceu às eleições de domingo. Em alguns lugares, houve quem ficasse horas na fila.
Observadores internacionais afirmam não poder comprovar as acusações da oposição de que o resultado teria sido armado.
Vitória?
Pelo contrário, a observadora-chefe da União Européia, Ana Gomez, classificou o pleito de "uma vitória para a democracia".
Ela afirmou à BBC achar "absurdo" que a oposição etíope, que alega ter provas de fraude e de intimidação, queira invalidar as eleições tão cedo.
O principal partido de oposição na Etiópia, a Coalizão para a Unidade e a Democracia (CUD) reclamou de supostas fraudes eleitorais e de prisões em massa dos seus observadores eleitorais.
"Há uma possibilidade muito, muito grande de o meu partido vir a contestar o resultado", disse o presidnente do CUD, Hailu Shawel.