14 de maio, 2005 - 14h21 GMT (11h21 Brasília)
O partido do presidente de Taiwan, Chen Shui-bian, conseguiu a maioria de cadeiras para uma assembléia nacional que deverá modificar a constutuição do país.
A China teme que o resultado que possa levar à independência da ilha.
O partido Democrático Progressista conseguiu 42,5% dos assentos, contra 38,9% do partido Nacionalista, segundo autoridades eleitorais.
De acordo com o correspondente da BBC, Chris Hogg, Chen deve encarar o resultado como um voto de confiança em sua política com a China.
Após o resultado, a vice-presidente, Annette Lu, criticou a China.
"Eu gostaria de agradecer o Partido Comunista Chinês, porque cada vez que há pressão da China, o povo mostra que é a democracia que a população abraça em Taiwan", disse.
"Um bilhão e trezentos milhões de amigos chineses no continente e presidente Hu Jintao, vocês ouviram a voz do povo taiuanês, Taiwan pertence aos seus 23 milhões de habitantes."
Independência
O governo de Taiwan diz que quer mudar a constituição para melhorar a forma como a ilha é governada.
O plano mais polêmico seria submeter qualquer mudança futura da constituição a um referendo nacional.
Outras mudanças incluem reduzir pela metate o número de membros do parlamento, e extender seu mandato em um ano.
Tanto o partido governista como os nacionalistas da oposição apóiam as mudanças.
Mas a maioria conquistada pelo partido Democrático Progressista é vista como uma vitória do presidente e um derrota do líder oposicionista Lien Chen.
O líder da oposição fez uma visita histórica à China durante a campanha, onde se encontrou com o presidente chinês Hu Jintao.
A China tenta se aproximar e conseguir apoio para os partidos que são contra a independência da ilha.