11 de maio, 2005 - 10h44 GMT (07h44 Brasília)
O secretário do Conselho Nacional de Segurança Pública da República da Geórgia confirmou nesta quarta-feira que uma granada foi encontrada nas proximidades do palanque em que o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, discursou na terça-feira.
O secretário Gela Bezhuashvili disse que o artefato de fabricação soviética não explodiu, mas estava a apenas 30 metros do local em que Bush esteve, na capital georgiana, Tbilisi.
"A chamada granada de engenharia (…) foi encontrada em condições não-operacionais e não poderia ter explodido", disse o secretário.
As afirmações de Bezhuashvili confirmam as informações que já vinham sendo investigadas pelo Serviço Secreto americano desde duas horas após o discurso, que ocorreu na terça-feira.
"A granada não representava ameaça para os presidentes dos Estados Unidos e da Geórgia, nem para o povo georgiano", disse Bezhuashvili.
As autoridades locais e americanas continuam investigando o caso e procurando pela pessoa que colocou a granada.
'Farol da liberdade'
O pronunciamento de Bush na terça-feira reuniu 150 mil pessoas na Praça da Liberdade, em Tbilisi.
O presidente dos Estados Unidos disse que a Geórgia é um “farol da liberdade” e que os americanos estarão ao lado dos georgianos no seu “caminho da liberdade”.
O governo da Geórgia, uma ex-república soviética, costuma se queixar da influência da Rússia em assuntos nacionais – especialmente do apoio do Kremlin a movimentos rebeldes nas regiões da Abkházia e da Ossétia do Sul.
O repórter da BBC James Coomarasamy, que acompanhou a visita presidencial a Tblisi, diz que a Geórgia ilustra bem o tema central da política externa de Bush – a disseminação da liberdade e da democracia.
Mas ele diz que a visita está causando preocupação ao Kremlin, que teme que a influência americana enfraqueça a tradicional liderança da Rússia na região.