10 de maio, 2005 - 19h27 GMT (16h27 Brasília)
O líder do Talebã, mulá Mohammed Omar, recusaria qualquer oferta de anistia do governo do Afeganistão, segundo um porta-voz do movimento.
"Não precisamos de qualquer garantia de segurança", disse Abdul Latif Hakimi à agência de notícias Reuters.
Na segunda-feira, o líder de uma comissão de reconciliação do Afeganistão pediu que mulá Omar fosse incluído em uma lista de rebeldes do Talebã que receberiam anistia.
Mulá Omar está escondido desde a queda do regime Talebã, em 2001.
Ataques
"Seguindo ordens (de mulá Omar), nós aumentamos o número de ataques a forças dos Estados Unidos nas últimas semanas e continuaremos assim", disse Harimi.
O Exército americano disse que insurgentes foram mortos nos últimos sete dias assim como dois soldados americanos e alguns soldados afegãos.
O governo está desenvolvendo um programa de anistia para os rebeldes do Talebã, mas exclui figuras importantes do regime ou aqueles culpados por supostamente violarem os direitos humanos.
No entanto, o líder da comissão independente de paz e reconciliação do Afeganistão, Sibghatullah Mojaddedi, pediu que a lista seja ampliada.
Ele quer que mulá Omar receba anistia caso abandone as armas.
"Se eles entregarem as armas, respeitarem a constituição e obedecerem o governo, não imporemos outras condições", disse Mojaddedi na segunda-feira.
Ainda não se sabe se o presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, apóia a decisão de oferecer anistia a mulá Omar.
Mojaddedi disse que sua política de anistia já foi aceita pelo governo, mas Karzai ainda não fez comentários a respeito.
"Nossa posição sempre foi a de que aqueles culpados por crimes sérios devem ser responsabilizados por suas ações. Nós acreditamos que o governo do Afeganistão entende e apóia essa idéia", disse James Yonts, porta-voz do Exército americano.