09 de maio, 2005 - 15h49 GMT (12h49 Brasília)
O primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, confirmou que o início da operação de retirada de tropas e colonos da Faixa de Gaza será adiado em três semanas.
O governo havia planejado começar a retirada em julho mas, em entrevista a uma rede de TV, Sharon afirmou que agora a operação vai ser iniciada em meados de agosto.
A data era questionada por religiosos judeus por coincidir com o feriado de Tisha Be'Av, que inclui um luto de três semanas para marcar a destruição dos templos judaicos em Jerusalém.
Neste ano, a data principal do feriado será 14 de agosto.
Rabinos ligados aos colonos da Cisjordânia já vinham advertindo o primeiro-ministro de que, de acordo com a tradição, os judeus não podem mudar de residência durante o Tisha Be'Av.
Contrários à retirada, os judeus ortodoxos dos assentamentos afirmavam que a escolha da data era um sinal de que as medidas trariam a Israel destruição e dor semelhantes àquelas enfrentadas quando os babilônios, e depois os romanos, destruíram os templos de Jerusalém.
Israel tem 21 assentamentos na Faixa de Gaza. Alguns deles abrigam mais de 7 mil pessoas.
Cerca de 1,5 milhão de palestinos também vivem na região.