07 de maio, 2005 - 20h44 GMT (17h44 Brasília)
Centenas de amostras não-identificadas de DNA de vítimas do tsunami foram enviadas para análise em um laboratório de alta tecnologia na Bósnia.
Autoridades tailandesas ainda tentam identificar 2.000 vítimas do desastre e enviaram 750 amostras para a Comissão Internacional de Pessoas Desaparecidas, em Sarajevo.
O CIPD já identificou mais de 7.500 pessoas através de testes de DNA, a maioria vítimas da guerra civil na Bósnia.
Quase 5.400 pessoas morreram na Tailândia por causa do tsunami, mas muitas delas permanecem não identificadas.
Um porta-voz do CIPD disse à agência de notícias AFP que as autoridades tailandesas querem o perfil do DNA extraído das amostras enviadas à Bósnia.
Esforço internacional
A comparação do perfil do DNA da vítima com o extraído de algum parente ainda vivo é o único método definitivo para identificar corpos que já estão totalmente decompostos.
Ainda falta identificar quase metade das vítimas do tsunami, que atingiu a costa da Tailândia em 26 de dezembro.
Em outra tentativa de identificar as vítimas, as autoridades tailandesas enviaram amostras a laboratórios forenses britânicos e chineses.
Equipes forenses internacionais na Tailândia recolheram registros dentários e amostras de DNA de parentes das possíveis vítimas, em um esforço para identificá-las.
O CIPD foi criado em 1996 em uma tentativa de identificar e encontrar cerca de 40 mil pessoas desaparecidas durante as guerras da Bósnia, Sérvia e Croácia.
Desde então, o centro vem usando amostras de DNA de tecido e sangue para tentar identificar as vítimas do conflito de Kosovo em 1999 e outro conflito na Macedônia, em 2001.
Especialistas do CIPD também ajudaram a identificar as vítimas dos atentados de 11 de setembro e vêm assessorando as autoridades iraquianas desde 2003.