05 de maio, 2005 - 07h52 GMT (04h52 Brasília)
O governo de Israel suspendeu a passagem de controle de cidades na Cisjordânia para os palestinos até que grupos militantes sejam desarmados.
O gabinete de segurança de Israel teria tomado essa decisão por recomendação do ministro da Defesa, Shaul Mofaz.
Ela vem num dia em que soldados israelenses mataram a tiros dois adolescentes palestinos na Cisjordânia.
Apenas duas das cinco cidades na Cisjordânia cujo encargo de segurança o primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, concordou em transferir para os palestinos viveram esse processo - Jericó e Tulkarem.
O procedimento foi acertado em uma reunião de cúpula pela paz em fevereiro por Sharon e pelo líder palestino Mahmoud Abbas, e incluía também Qalqilya, Ramallah e Belém.
Mofaz acusa os palestinos de não cumprirem seu compromisso de recolher armas de militantes em Jericó e Turlkarem desde que as cidades passaram para o seu controle, em março.
Os palestinos, por sua vez, dizem que os israelenses não estão cumprindo o que prometeram.
Israel é um aliado-chave dos Estados Unidos, um dos principais mediadores do processo de paz, e exigiu repetidamente que a Autoridade Palestina desmantele os grupos armados.
Mas o chefe do Serviço Palestino de Segurança Preventiva, Rashid Abu Shbak, disse na Faixa de Gaza que não há intenção de se retirar o que ele chamou de armas de resistência.
Ele acrescentou, porém, que essas armas não devem ser mostradas em público e nem usadas para resolver disputas privadas.
Na semana passada, Abbas ameaçou usar "mão de ferro" contra quem violar a trégua informal acertada com Israel.