04 de maio, 2005 - 19h24 GMT (16h24 Brasília)
Um juiz militar rejeitou a declaração de culpa da soldado americana Lynndie England durante julgamento em corte marcial sobre os abusos a detentos na prisão de Abu Ghraib, no Iraque.
Na segunda-feira, a soldado havia admitido culpa em um acordo para tentar reduzir sua sentença de prisão para um máximo de 11 anos.
Mas, segundo o juiz, o tribunal tem provas substanciais que sugerem que England estava apenas seguindo ordens e que, portanto, não sabia que estava fazendo algo errado.
Charles Garner, ex-namorado de England e acusado de ser o líder dos abusos cometidos em Abu Ghraib, teria prestado depoimento dizendo que foi ele quem pediu que ela posasse para fotografias que revelaram os abusos.
O juiz disse que a soldado deveria mudar a sua declaração de culpada para inocente se ela acreditar que estava apenas seguindo ordens.
Imagens da soldado England sorrindo e apontando para iraquianos nus chocaram os Estados Unidos e o restante do mundo.
Ela está no grupo de nove soldados que foram acusados de maus-tratos a prisioneiros iraquianos em Abu Ghraib no fim de 2003.
Graner foi condenado por uma corte marcial e recebeu uma pena de 10 anos de prisão.
A soldado England, de 22 anos, responde a nove acusações, que podem levá-la a cumprir até 16 anos de prisão.