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03 de maio, 2005 - 12h41 GMT (09h41 Brasília)

Explosão mata sete, mas premiê sai ileso na Somália

Pelo menos sete pessoas morreram e 20 ficaram feridas em uma explosão ocorrida durante um ato público em um estádio de futebol na capital da Somália, Mogadíscio.

O primeiro-ministro Mohamed Ghedi estava para começar o seu discurso quando foi ouvido um estrondo. Ele foi retirado rapidamente do local. Ele disse depois à BBC que a explosão se tratou de um acidente. Segundo o primeiro-ministro, um guarda de segurança acidentalmente acionou uma granada.

Ghedi chegou a Mogadíscio na sexta-feira, para sua primeira visita à capital desde que foi indicado, e está negociando sua volta ao governo após retornar do exílio.

A Somália não tem uma autoridade central em operação desde 1991, quando Mohamed Siad Barre foi deposto, e vários líderes de clãs vem governando o país.

Doadores

O governo de transição de Ghedi foi formado no ano passado e vem funcionando a partir do Quênia por causa da instabilidade generalizada na própria Somália.

Ele vem sendo pressionado por doadores estrangeiros para se transferir para o país de origem, mas os líderes políticos e os comandantes de milícia da Somália estão divididos sobre onde a administração deve ser sediada.

A Constituição provisória aponta Mogadíscio como capital, apesar de a cidade ser considerada o local mais perigoso do país.

Comandantes rivais de milícias disputam Mogadíscio e homens armados podem ser vistos operando pedágios improvisados em várias esquinas.

A maior parte dos edifícios do governo na cidade estão em ruínas ou são habitados por refugiados depois de 14 anos de anarquia.

Alguns parlamentares querem que o governo seja instalado em Baidoa e Jowhar até que Mogadíscio seja considerada suficientemente segura.

Pouco antes da explosão, ghedi disse que o governo seria transferidos para Mogadíscio se a cidade se tornar menos perigosa.

Cerca de 10 mil soldados de paz da região devem começar a chegar à Somália nas próximas semanas para dar segurança ao governo.

Alguns chefes locais de milícias, que foram indicados como ministros, continuam se opondo ao envio destes soldados.