02 de maio, 2005 - 17h54 GMT (14h54 Brasília)
A soldado americana Lynndie England declarou-se culpada, em uma corte marcial, de abuso contra prisioneiros detidos na prisão de Abu Ghraib, no Iraque.
Os advogados da soldado disseram que ela concordou em assumir a culpa num acordo para reduzir sua sentença de prisão para um máximo de 11 anos.
Imagens da soldado England sorrindo e apontando para iraquianos nus chocaram os Estados Unidos e o restante do mundo.
Ela está no grupo de nove soldados que foram acusados de maus-tratos a prisioneiros iraquianos em Abu Ghraib no fim de 2003.
Ordens
Os advogados de defesa sempre afirmaram que Lynndie England e outros soldados estavam cumprindo ordens de oficiais, que queriam "amaciar" os prisioneiros antes de interrogá-los.
Mas quatro oficiais de alta patente foram absolvidos na semana passada de qualquer delito em Abu Ghraib.
Apenas uma oficial, a brigadeiro general Janis Karpinski, perdeu seu posto de comando como resultado do escândalo.
A audiência de Lynndie England aconteceu na base militar de Fort Hood, no Texas. A soldado, de 22 anos, responde a nove acusações, que podem levá-la a cumprir até 16 anos de prisão.
No ano passado, ela engravidou do soldado Charles Garner, acusado de ser o líder dos abusos cometidos em Abu Ghraib. Lynndie deu à luz um menino.
Graner foi condenado por uma corte marcial e recebeu uma pena de 10 anos de prisão.