30 de abril, 2005 - 10h26 GMT (07h26 Brasília)
O Exército dos Estados Unidos no Iraque anunciou, neste sábado, que quatro soldados americanos morreram em uma explosão perto de uma estrada no noroeste do país, próxima à fronteira com a Síria.
Segundo o Exército, o incidente ocorreu na quinta-feira. Na sexta-feira, três soldados americanos foram mortos em duas ações separadas, em Bagdá.
Ainda na sexta-feira, pelo menos 30 pessoas morreram e mais de cem ficaram feridas numa onda de ataques no Iraque.
Os insurgentes explodiram pelo menos dez carros-bomba, sete deles na região da capital Bagdá.
Fita
Nenhum grupo assumiu a responsabilidade pelos ataques. Foi divulgada uma fita, alegadamente do líder da Al-Qaeda no Iraque, Abu Musab Al-Zarqawi, em que ele convoca mais ataques contra as forças americanas.
Na fita, divulgada em um site na internet, uma pessoa que se identifica como um militante jordaniano promete não deixar que o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, tenha "paz de espírito".
Pelo menos quatro dos atentados foram no distrito de Adhamiya, em Bagdá, onde explodiram quatro carros-bomba.
As explosões, aparentemente coordenadas, tinham como alvo as forças de segurança do país.
Uma delas tinha como alvo um restaurante usado pela polícia iraquiana e por integrantes da Guarda Nacional.
Pouco depois outros três carros bomba explodiram em Mada'in, ao sul de Bagdá. Os alvos eram uma barreira militar, um hospital e uma agência de correio.
Também houve explosões mortais na cidade de Arbil, no norte, e em Basra, no sul.
Caso Calipari
Ainda neste sábado, as autoridades americanas devem divulgar um relatório final sobre a morte do agente italiano Nicola Calipari, atingido por soldados americanos quando resgatava a jornalista Giuliana Sgrena.
Esta semana, um primeiro documento inocentava os soldados.
A morte do agente gerou revolta entre a opinião pública italiana.