Um soldado muçulmano no Exército dos Estados Unidos foi condenado à morte por assassinar dois oficiais quando sua unidade se preparava para a invasão do Iraque, há dois anos.
O sargento Hasan Akbar, de 34 anos, julgado em Fort Bragg, no Estado americano da Carolina do Norte, não demonstrou nenhuma emoção quando o tribunal anunciou a sentença.
Anteriormente ele havia pedido perdão por suas ações. "Eu achei que minha vida estava em perigo e eu não tinha nenhuma outra opção", disse o réu em voz baixa ao longo do julgamento, segundo a agência de notícias AP.
Akbar lançou granadas em uma tenda onde outros militares dormiam, em sua base no Kuwait, e depois pegou um fuzil e abriu fogo. Outros 14 soldados na base ficaram feridos.
A promotoria disse que as mortes tiveram motivação ideológica, sendo considerados crimes de ódio.
Segundo os promotores, Akbar disse aos investigadores que lançou o ataque porque estava preocupado com o fato de que tropas americanas matariam seus colegas muçulmanos no Iraque.
O soldado realizou o ataque de maneira calculada para conseguir "o máximo" em carnificina, disseram eles, indicando um texto escrito por Akbar em seu diário em 1997: "Minha vida não estará completa a menos que os Estados Unidos sejam destruídos."
Seus advogados de defesa alegaram que Akbar era doente mental e não planejou o ataque.
Um psiquiatra da defesa disse que embora o soldado fosse legalmente são e entendesse as conseqüências de seu ataque, ele sofria de uma forma de paranóia e esquizofrenia.
John Akbar, pai do soldado, alegou que seu filho, que é negro, foi submetido a intimidação racial.
Haverá uma apelação da sentença automática. A última execução militar americana ocorreu em 1961.
Esta foi a primeira vez desde a Guerra do Vietnã que um americano foi processado por matar colegas durante o conflito.