27 de abril, 2005 - 09h37 GMT (06h37 Brasília)
O total de mortes causadas pelo acidente de trem de segunda-feira no Japão continua a aumentar e já passa de 90.
As equipes de resgate esperam que o número cresça ainda mais, pois há uma quantidade desconhecida de pessoas ainda presas nas ferragens do trem.
Dois sobreviventes foram resgatados na terça-feira, mas não se espera que mais sejam encontrados com vida.
Dados coletados por um aparelho de monitoramento dentro do próprio trem confirmaram que o veículo estava viajando rápido demais.
A velocidade registrada foi de 100 km/h, muito acima do limite de 70 km/h estabelecido para o trecho onde o trem descarrilou, em Amagasaki, 410 km a oeste de Tóquio.
A presença de pedras nos trilhos também pode ter tido participação no acidente.
Demissão
A Companhia Ferroviária do Oeste do Japão, proprietária do veículo que se acidentou, anunciou que seu presidente, Takeshi Kakiuchi, iria pedir demissão por causa da tragédia.
A empresa também confirmou que o trem estava atrasado quando descarrilou, como havia sido dito por passageiros que sobreviveram ao desastre.
Peritos que estão investigando o acidente disseram que o condutor, Ryujiro Takami, de 23 anos, pode ter imprimido alta velocidade ao trem para tentar recuperar o atraso causado quando ele errou o ponto de parada em uma estação por uma distância de 40 metros.
Também foi divulgado que Takami havia recebido advertências de trabalho em três oportunidades.
Nesta quarta-feira, um trem de passageiros bateu em um carro em Yokohama, ao sul de Tóquio – o terceiro acidente envolvendo trens no Japão em três dias.
O motorista do carro teria ficado ferido, mas nenhuma outra pessoal sofreu danos no acidente.