25 de abril, 2005 - 10h43 GMT (07h43 Brasília)
A Síria está próxima de completar sua retirada do Líbano, de acordo com autoridades dos dois países.
Testemunhas disseram que mais de cem veículos militares, incluindo tanques e veículos de transporte de soldados, deixaram o Líbano no sábado.
Fontes não identificadas do governo sírio afirmaram que os últimos soldados do país devem sair do Líbano na terça-feira - quatro dias antes do que havia sido anunciado -, depois de participarem de uma cerimônia de despedida.
Nesta segunda-feira, o chefe do serviço secreto libanês, general Jamil al-Sayyed, considerado pró-Síria, renunciou ao cargo, alegando mudanças no cenário político do país.
A oposição libanesa vinha cobrando a renúncia de Al-Sayyed, sob o argumento de que os serviços secretos sírios estavam envolvidos no assassinato do ex-primeiro-ministro libanês Rafik Hariri, em fevereiro.
Pressão
A Síria tem se encontrado sob forte pressão internacional para sair do Líbano desde a morte de Hariri.
Nos dois meses seguintes, tropas sírias tiraram seus armamentos pesados do país, queimaram documentos e desmontaram postos militares.
Os comandantes dos serviços de inteligência sírios que estão no Líbano também devem deixar o país na terça-feira.
Muitos libaneses acreditam que a Síria estava por trás do atentado com um carro-bomba que causou a morte de Hariri, e que o serviço secreto do Líbano, que tende a seguir uma linha pró-Síria, de alguma forma estava envolvido no episódio.
A Síria nega qualquer envolvimento, assim como o serviço secreto libanês.
O Conselho de Segurança da ONU está investigando a morte de Hariri.
Uma equipe da organização também será enviada para conferir se a retirada síria será completa.
Os sírios vêm mantendo uma presença militar no país vizinho há 29 anos.