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22 de abril, 2005 - 21h50 GMT (18h50 Brasília)

Berlusconi aceita formar novo governo na Itália

O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, aceitou o pedido do presidente do país, Carlo Azeglio Ciampi, para formar um novo governo.

Berlusconi disse esperar apresentar seu novo gabinete de coalizão centro-direita antes do voto de confiança do Parlamento, que está marcado para o começo da próxima semana.

A administração do primeiro-ministro italiano enfrenta a pior crise dos quatro anos de seu governo, após a grande derrota nas urnas sofrida recentemente por sua coalizão.

Na quarta-feira, Berlusconi renunciou para formar um novo governo, após dois partidos integrantes de sua coalizão exigirem a mudança de membros da administração.

De acordo com a Constituição italiana, um primeiro-ministro deve renunciar se desejar fazer mudanças substanciais em seu gabinete.

Popularidade

Na semana passada, o partido União Democrata Cristã (UDC) anunciou que quatro ministros deixariam o gabinete, incluindo o vice-primeiro-ministro, Marco Follini.

Berlusconi renunciou ao cargo de primeiro-ministro quando a Aliança Nacional, um dos aliados políticos de Berlusconi, ameaçou fazer o mesmo e deixar o governo.

A Aliança Nacional chegou a dizer que a política do governo italiano favorecia o norte do país, região mais próspera e rica e representada na coalizão pela Liga do Norte.

Analistas dizem que a formação de um novo governo pode ser difícil, já que Berlusconi corre o risco de perder o apoio da Liga do Norte se der mais cargos à Aliança Nacional.

Segundo eles, enquanto a Liga do Norte quer que a receita gerada pelo norte seja usada localmente, a Aliança Nacional e a União Democrata Cristã querem que haja um investimento no sul do país, para melhorar a economia da região.

O repúdio de boa parte da população à participação italiana na ocupação do Iraque e o lento ritmo de crescimento da economia italiana têm colaborado para reduzir a popularidade do governo.

Nenhum governo da Itália conseguiu ficar no poder por cinco anos ininterruptos desde a Segunda Guerra Mundial.