20 de abril, 2005 - 04h02 GMT (01h02 Brasília)
O novo papa é conhecido por expressar as suas posições conservadoras doa a quem doer. Joseph Ratzinger, que como pontífice adota o nome de Bento 16, já condenou publicamente o homossexualismo, o divórcio, a contracepção e até o que considera feminismo radical.
Para Ratzinger, posições mais moderadas corromperiam a Igreja e enfraqueceriam os valores fundamentais da instituição.
A seguir, leia as opiniões do novo pontífice sobre assuntos que dividem setores conservadores e progressistas dentro e fora da Igreja Católica.
Sobre ele mesmo
"Após o papa João Paulo 2º, os cardeais me elegeram – um simples, humilde trabalhador nas vinhas do Senhor."
(ao ser anunciado o novo papa)
Sobre o antecessor, João Paulo 2º
"Nós podemos ter certeza de que o nosso amado papa está na janela da casa do Senhor, de onde ele nos vê e nos abençoa."
"Hoje nós enterramos os seus restos na terra como uma semente da imortalidade. Os nossos corações estão cheios de tristeza, mas ao mesmo tempo de uma alegre esperança e de uma gratidão profunda."
(durante a homilia que fez no funeral de João Paulo 2º)
Sobre a fé
"Nós estamos caminhando para uma ditadura do relativismo que não reconhece nada como definitivo e tem como valor máximo o ego e os desejos individuais".
(durante uma missa na Basílica de São Pedro, pouco antes do início do conclave e um dia antes de ser eleito)
Sobre os abusos sexuais envolvendo sacerdotes da Igreja
"Na Igreja, padres também são pecadores. Mas eu estou pessoalmente convencido de que a constante presença dos pecados dos padres católicos na imprensa, especialmente nos Estados Unidos, é uma campanha planejada, já que a porcentagem dessas infrações entre padres não é mais alta do que em outras categorias, e talvez seja ainda mais baixa."
(dezembro, 2002)
Sobre a homossexualidade
"Embora a inclinação particular de uma pessoa homossexual não seja um pecado, é mais ou menos uma tendência que vem de um mal moral intrínseco, e, portanto, a inclinação em si pode ser vista como uma desordem de objetivo."
(1986, na Carta aos bispos da Igreja Católica sobre o cuidado pastoral de pessoas homossexuais)
"Acima de tudo, nós temos que ter grande respeito por essas pessoas que também sofrem e querem encontrar a sua maneira de viver corretamente. Por outro lado, criar uma forma de casamento homossexual, na realidade, não ajuda essas pessoas."
(idem)
Sobre a ordenação de mulheres
"O fato de a Igreja estar convencida de que não conferir a ordenação às mulheres agora é visto por alguns como incompatível com a Constituição européia."