18 de abril, 2005 - 08h14 GMT (05h14 Brasília)
O Congresso do Equador decidiu destituir todos os 31 juízes da Suprema Corte do país.
Após seis horas de debates, os parlamentares equatorianos aceitaram por unanimidade a proposta da oposição, com o objetivo de pôr fim a uma crise iniciada em dezembro do ano passado.
Na época, congressistas aliados do presidente do Equador, Lucio Gutiérrez, destituíram a Suprema Corte anterior e indicaram novos juízes supostamente favoráveis ao presidente.
A indicação gerou fortes protestos, que cresceram quando os juízes anularam os processos contra os ex-presidentes equatorianos Abdalá Bucaram e Gustavo Noboa e o ex-vice-presidente Alberto Dahik.
Manifestações
Gutiérrez disse no domingo que não vai renunciar, apesar dos protestos populares que continua enfrentando na capital, Quito.
Ele minimizou o impacto das manifestações e disse que elas se limitam à capital.
As declarações foram feitas a correspondentes estrangeiros no palácio do governo enquanto o Congresso realizava a sessão extraordinária que dissolveu da Suprema Corte.
Gutiérrez disse que o breve estado de emergência que decretou na sexta-feira, suspenso 19 horas depois, teve como objetivo dar-lhe poderes especiais para dissolver o tribunal.
"Não foi feito absolutamente nada contra os direitos civis e humanos", acrescentou.
Os opositores do presidente equatoriano acusaram-no de agir como um ditador.
Desde 1997, dois presidentes do Equador foram forçados a deixar o cargo depois de grandes manifestações de protesto.
Emergência
Manifestantes saíram às ruas de Quito no sábado para protestar contra o governo do presidente Lúcio Gutiérrez.
Os protestos aconteceram apesar de o presidente do Equador ter declarado estado de emergência na sexta-feira.
Segundo correspondentes na capital equatoriana, milhares de pessoas se reuniram em vários pontos de Quito para manifestar oposição ao governo.
Também foram vistos grupos se manifestando a favor do presidente.