16 de abril, 2005 - 19h55 GMT (16h55 Brasília)
O anel e o selo papal de João Paulo 2º foram destruídos em um ritual simbólico que marcou o fim de seu comando da Igreja Católica.
A cerimônia foi realizada pelo cardeal camerlengo, Eduardo Martinez Somalo, que está no comando da Igreja enquanto um novo papa não é escolhido.
Ainda neste sábado, os cardeais presentes no Vaticano fizeram sua última reunião antes do conclave que começa na segunda-feira.
E uma missa marcou o final do período de nove dias de luto no Vaticano pela morte do papa.
Anel do Pescador
D. Eduardo quebrou o Anel do Pescador e o selo papal, “como previsto na Constituição Apostólica”, segundo o porta-voz do Vatiano, Joaquín Navarro-Valls.
O ritual foi presenciado por 143 cardeais.
Um novo anel de ouro é produzido para cada papa.
Ele traz uma imagem em alto relevo representando São Pedro, o primeiro papa, que, de acordo com a tradição cristã, era um pescador.
O nome do papa que vai portar o anel é nele inscrito em latin.
Historicamente, o papa usa seu anel para selar documentos pessoais, e o selo, para os documentos públicos.