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14 de abril, 2005 - 01h54 GMT (22h54 Brasília)

Confirmação de indicado de Bush para a ONU é adiada

A confirmação do indicado do presidente George W. Bush para o cargo de embaixador dos Estados Unidos na ONU, John Bolton, foi adiada para a próxima semana depois que senadores democratas pediram mais tempo para reunir informações sobre o candidato.

A votação estava prevista para esta quinta-feira.

Os democratas estão buscando documentos que comprovem que Bolton, subsecretário de Estado para o controle de armas e segurança internacional nos últimos quatro anos, teria tentado fazer com que subalternos alterassem os seus pareceers para refletir o conteúdo de um discurso dele.

"Nós ainda não temos respostas do Departamento de Estado sobre alguns papéis", disse o senador democrata Joe Biden.

Condoleezza Rice

A secretária de Estado Condoleezza Rice, por outro lado, saiu em defesa do subalterno, a quem qualificou de um administrador e diplomata "muito eficaz".

Rice também comentou a alegação feita pelo ex-chefe do Serviço de Inteligência e Pesquisa do Departamento Carl Ford de que Bolton era o tipo da pessoa que "beija para cima (da hierarquia) e chuta para baixo".

"Esse certamente não é o John Bolton que eu conheço", disse a secretária de Estado em entrevista coletiva.

"Ele tem muita gente que trabalhou para ele, que são leais a ele e ele desperta o melhor nas pessoas."

A escolha foi criticada pela oposição democrata, que durante a sabatina lembrou as várias críticas que Bolton fez à ONU, chamando a entidade de corrupta e ineficiente.

Numa de suas declarações mais famosas, usada pelos democratas, o diplomata disse que não faria diferença se a sede da ONU,em Nova York, perdesse 10 dos seus 38 andares.

Durante a sabarina, no entanto, ele disse que foi citado fora de contexto e prometeu trabalhar por uma "estreita parceria" entre os Estados Unidos e a ONU.

Os democratas podem obstruir, mas dificilmente vão conseguir impedir a confirmação de Bolton no cargo.