10 de abril, 2005 - 19h04 GMT (16h04 Brasília)
Um grupo militante islâmico, liderado pelo jordaniano Abu Musab al-Zarqawi, teria rejeitado uma oferta do governo iraquiano de anistia.
Um comunicado atribuído ao grupo acusa o presidente iraquiano, Jalal Talabani, de ser “um agente americano” que não seria perdoado por sua “infidelidade” e por “derramar sangue de muçulmanos”.
O comunicado foi publicado em um web site que é usado por militantes islâmicos.
Após assumir o cargo de presidente interino do Iraque, na quinta-feira, Talabani afirmou que “precisamos encontrar uma solução política e pacífica para os iraquianos que foram alienados pelo terrorismo”.
Espada
Os insurgentes “devem ser convidados a participar do processo democrático”, disse ele à agência de notícias AFP.
Se os crimes deles não forem muito sérios, eles poderiam se beneficiar da anistia, disse o presidente.
Zarqawi, o insurgente mais procurado do Iraque, assumiu a responsabilidade por muitos dos ataques e decapitações no Iraque.
O comunicado atribuído a Zarqawi afirma que o presidente Talabani deseja que os militantes “abracem o ateísmo, o politeísmo e o jogo político”.
“Oferecemos apenas a espada para vocês, agentes de judeus e cruzados. Nunca desistiremos da jihad (guerra santa) até que a lei islâmica seja estabelecida.”
Zarqawi declarou lealdade à rede Al Qaeda, e os Estados Unidos oferecem uma recompensa de US$ 25 milhões por sua captura.