09 de abril, 2005 - 07h57 GMT (04h57 Brasília)
O presidente da Indonésia, Susilo Bambang Yudhoyono, está visitando o Timor Leste neste sábado.
Yudhoyono esteve no cemitério de Santa Cruz, local onde tropas indonésias executaram mais de 200 pessoas pró-independência, há 14 anos.
O massacre ocorreu quando cerca de 3 mil pessoas participavam do enterro de um ativista pela independência. Os militares indonésios abriram fogo contra a multidão. Além dos mais de 200 mortos, cerca de 270 pessoas desapareceram.
Esta é a primeira vez que um líder indonésio visita o cemitério. A atitude, na avaliação dos lados, é uma clara demonstração de que as relações entre os dois países estão melhorando.
Militares
O presidente também visitou um momento em homenagem aos militares que morreram durante os quase 25 anos de ocupação indonésia no Timor Leste.
“O Timor Leste é como um velho parente”, disse o presidente indonésio ao Parlamento timorense.
“Eu espero que a atmosfera dessa viagem possa ser mantida e traduzida em uma relação mais próxima no futuro”, completou Yudhoyono.
Na última sexta-feira, o presidente da Indonésia assinou um acordo que formalizou a criação de fronteiras entre o Timor Leste e o Timor Oeste, que é controlado pela Indonésia.
Mesmo com os sinais de que o relacionamento entre os países está se normalizando, muitos timorenses acham que a Justiça ainda não foi feita.
Das 18 pessoas levadas a julgamento, 17 foram absolvidas e uma continua solta por estar apelando da sentença.
A Indonésia invadiu o Timor Leste, uma antiga colônia portuguesa, em 1975, dando início a uma ocupação que durou quase 25 anos.