01 de abril, 2005 - 22h55 GMT (19h55 Brasília)
A polícia da Espanha anunciou que prendeu 13 pessoas nesta sexta-feira em conexão com os atentados a bomba na capital do país, Madri, que mataram 191 pessoas em março do ano passado.
Em uma operação que durou várias horas, a polícia disse que 12 homens foram presos inicialmente, quando mais de cem policiais realizaram batidas na capital e arredores.
Foram detidos vários marroquinos, sírios e outros suspeitos originários do norte da África e do Oriente Médio.
Mais tarde foi detida mais uma pessoa.
Extradição
Também nesta sexta-feira, as autoridades na Bélgica anunciaram que extraditaram um suspeito marroquino para a Espanha.
Promotores espanhóis suspeitam que Youssef Belhadj seja o porta-voz da rede extremista Al-Qaeda que reivindicou a autoria dos ataques.
Os atentados foram atribuídos a extremistas islâmicos pela procuradoria espanhola.
Mais de 70 pessoas foram presas em conexão com o caso, e 22 foram indiciadas.
As explosões ocorreram três dias antes de eleições gerais em que os socialistas derrotaram o Partido Popular, de direita, do primeiro-ministro José Marial Aznar.
Inicialmente o governo da Espanha culpou separatistas bascos do Eta pelos ataques, em um equívoco que, acredita-se, constribuiu para a derrota inexperada do Partido Popular.