01 de abril, 2005 - 01h53 GMT (22h53 Brasília)
Depois de anúncio da Santa Sé de que o papa João Paulo 2º está com uma febre muito alta, causada por uma infecção urinária, a rádio oficial do Vaticano afirmou que seu quadro se estabilizou.
O porta-voz da Santa Sé, Joaquin Navarro-Valls, disse na quinta-feira que o pontífice, de 84 anos, está recebendo "tratamento adequado com antibióticos".
O papa também recebeu a extrema-unção (a bênção dada a enfermos e pessoas à morte), segundo notícias não confirmadas.
O diretor do atendimento de emergência do Hospital Gemelli, em Roma, afirmou na quinta-feira que o papa não será internado.
Pequenos grupos de fiéis se concentraram na Praça de São Pedro, em Roma, para rezar pela recuperação rápida de João Paulo 2º.
Mas o clima no Vaticano é sombrio, de acordo com o repórter da BBC em Roma, David Willey.
Pessimismo
Sacerdotes estão expressando abertamente pessimismo sobre a possibilidade de o papa retomar a liderança de sua Igreja de um bilhão de seguidores, diz Willey.
O sumo pontífice está sendo alimentado por um tubo nasal para ajudar sua recuperação de uma cirurgia na garganta no mês passado, afirmou o Vaticano na quarta-feira.
O papa apareceu brevemente na janela de seu apartamento no Vaticano no Domingo de Páscoa para abençoar os fiéis, mas não conseguiu falar.
Esta foi a primeira vez em seus 26 anos de pontificado que João Paulo 2º delegou a condução das principais cerimônias de Páscoa a seus cardeais.
Informações não confirmadas dizem que o papa perdeu muito peso desde sua operação.
Ele desenvolveu problemas respiratórios e tem dificuldade em engolir por causa do avanço do Mal de Parkinson, uma doença incurável que o afeta há quase uma década.
O médico particular do papa, Renato Buzzetti, está encarregado de seu tratamento nos aposentos particulares do sacerdote no Vaticano.
Neste ano o papa já ficou internado em um hospital em duas ocasiões para tratamento por problemas respiratórios e uma operação na garganta.