31 de março, 2005 - 09h28 GMT (06h28 Brasília)
Eleitores do Zimbábue já enfrentam longas filas nesta quinta-feira para escolher seus parlamentares em meio a acusações de fraude no pleito.
O presidente Robert Mugabe, no poder há 25 anos, disse que a eleição deve representar uma "vitória monumental" que aumentará ainda mais o seu poder.
As eleições já foram rotuladas de injustas pelos Estados Unidos e a União Européia, cujos observadores foram proibidos de monitorar o pleito.
Grupos de defesa dos direitos humanos dizem que os nomes de milhares de pessoas já mortas ainda constam dos registros eleitorais.
Crise
A oposição no país diz que, embora tenha podido realizar uma campanha eleitoral, as fortes medidas de segurança tornaram as eleições "fraudulentas".
Nas eleições, serão escolhidos 120 lugares no Parlamento, e Mugabe vai ter o direito de escolher outros 30 nomes.
Uma maioria de dois terços na Casa permitiria ao governo mudar a Constituição.
Não foram registradas desta vez as cenas de violência e intimidação vistas nas eleições de 2002, embora existam relatos de restrições para a imprensa e de que comida foi negada para simpatizantes da oposição.
Críticos do governo de Mugabe dizem que a reforma agrária – com a apropriação da terra de fazendeiros brancos – arruinou a agricultura do país e gerou fome, inflação e desemprego.
Mugabe diz que os Estados Unidos, a União Européia e os antigos colonizadores do país, a Grã-Bretanha, são responsáveis pela crise no Zimbábue.
Aos 81 anos de idade, Mugabe diz que não pretende buscar a reeleição em 2008.
As urnas vão ser fechadas às 14h (horário de Brasília), e resultados preliminares são esperados em 48 horas.