29 de março, 2005 - 18h09 GMT (15h09 Brasília)
O marido e os pais da americana Terri Schiavo, vítima de paralisia cerebral e que está há 11 dias sem ser alimentada por decisão judicial, disseram concordar que seja realizada autópsia após a sua morte.
A autópsia teria como objetivo estabelecer a gravidade da lesão cerebral de Schiavo.
Os pais da americana queriam mantê-la viva, mas o marido dela, Michael Schiavo, lutou na Justiça por sua morte, alegando que Terri não gostaria de ser mantida viva artificialmente.
A idéia da autópsia teria partido do próprio Michael e, segundo David Gibbs III, advogado dos pais de Schiavo, eles concordam com a idéia.
Os pais disseram temer que a grande quantidade de morfina que Terri tem recebido para aliviar a dor acelerem a sua morte.
"Ela está viva, e lutando muito para viver", disse Bob Schindler, que visita constantemente a filha.
George Felos, advogado de Michael Schiavo, negou a "overdose" de morfina, mas revelou que o estado físico de Schiavo vem se deteriorando.
Segundo Felos, os olhos de Schiavo estão fundos, a sua respiração apresenta problemas e ela parou de urinar - sinal de uma falha nos rins e uma sobrecarga de toxinas.
O advogado do marido de Schiavo disse que Michael é o maior defensor da autópsia porque ele acha "importante que o público conheça a extensão do problema cerebral de Terri".
O caso vem dividindo a opinião pública americana.