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Novo líder quirguiz vai concorrer a eleição presidencial

O presidente interino do Quirguistão, Kurmanbek Bakiyev, anunciou que irá concorrer às recém-anunciadas eleições presidenciais, previstas para 26 de junho.

Bakiyev assumiu o poder após o presidente Askar Akayev ter sido deposto por uma revolta popular na quinta-feira.

Os manifestantes de oposição acusavam o governo de ter promovido fraudes nas recentes eleições parlamentares do país.

Ainda não está claro se em junho também haverá novas eleições para a escolha de um novo parlamento.

Mistério

Akayev abandonou o Quirguistão, mas ainda não se sabe seu paradeiro.

O novo líder interino disse ter informações de que o presidente deposto está na Rússia.

O presidente russo, Vladimir Putin, comentou que estaria disposto a dar asilo a Akayev e afirmou que o novo governo quizguiz não chegou ao poder pelo meio "legal".

Estabilidade

Líderes da oposição tomaram medidas para restaurar a estabilidade no país.

Bakiyev indicou várias figuras proeminentes para o conselho interino que vai governar o país até as eleições.

Os indicados são oposicionistas. Um deles, Felics Kulov, estava na prisão e foi libertado nesta quinta-feira. Kulov agora terá a tarefa de restaurar a ordem e a segurança no país.

Milícias voluntárias também estão patrulhando as ruas já que vários policiais deixaram os seus postos desde que Askar Akayev foi deposto.

As informações são de que a capital, Bishkek, viva um clima tenso, porém calmo, após os protestos e saques às lojas ocorridos nos últimos dias.

União Soviética

O Quirguistão fez parte da União Soviética até 1991, ano que marcou a ascenção de Askar Akayev à presidência.

Apesar de ser considerado um dos mais democráticos líderes da Ásia Central, Akayev vinha sendo acusado pelos oposicionistas de instituir práticas corruptas em seu governo.

Analistas acreditam que a crise no país centro-asiático tem paralelos com o que ocorreu na Ucrânia nos últimos meses e, antes, na Geórgia – dois países que também faziam parte da União Soviética

A atual crise foi desencadeada pelas alegações da oposição de que eleições parlamentares, realizadas neste ano, foram fraudadas.