24 de março, 2005 - 14h45 GMT (11h45 Brasília)
O governo chileno cancelou uma visita do chefe de suas forças armadas ao Peru, deteriorando ainda mais as relações entre os dois países, já estremecidas por causa de alegações de que o Chile havia vendido armas ao Equador em 1995.
Na época, Equador e Peru se encontravam em conflito por causa de questões fronteiriças.
"Tendo em vista os vínculos de confiança e amizade existentes entre as duas nações, o governo do Chile convida o governo da República do Peru para estabelecermos um diálogo”, diz o comunicado oficial divulgado por Santiago.
Há muitos anos o Chile e o Peru vêm realizando encontros regulares de representantes de seus ministros das Relações Exteriores e da Defesa.
Investigação
Após o cancelamento chileno, o Peru divulgou que suspendeu qualquer cooperação militar com o Chile e convocou seu ministro das Relações Exteriores, Manuel Rodriguez, de uma viagem ao Marrocos, para que o país possa organizar uma resposta.
Os problemas entes os dois países tiveram início quando o ex-comandante das Forças Armadas do Equador, Victor Bayas, acusou o Chile de ter vendido armas ilegalmente ao país.
Bayas está sendo processado no Equador por ter adquirido armamentos na Argentina, durante o mesmo conflito.
O Peru exigiu que o Chile realizasse uma investigação completa sobre o assunto.
O governo chileno respondeu, no entanto, que já investigou o assunto e não encontrou indício de irregularidades.