21 de março, 2005 - 19h11 GMT (16h11 Brasília)
Um juiz federal em Tampa, na Flórida, está avaliando se deve ordenar a reinserção do tubo de alimentação de Terri Schiavo, uma mulher com grave lesão cerebral em estado vegetativo há 15 anos.
A reinserção do tubo foi pedida pelos pais de Schiavo e a manteria viva.
A volta do caso à Justiça se deu depois que o Congresso americano aprovou um projeto de lei de emergência, assinado pelo presidente americano, George W. Bush, pedindo para que o caso de Schiavo fosse revisto.
David Gibbs, advogado dos pais de Terri, liderou a ação e um pedido de reconexão da máquina assim que Bush assinou a lei.
O caso vem dividindo a opinião pública americana.
O projeto de lei foi redigido e aprovado pelo Senado dos Estados Unidos no sábado e aprovado pela Câmara dos Representantes depois de debates calorosos no domingo.
Bush interrompeu suas férias no Texas e voltou a Washington para tratar do caso. Com a assinatura do presidente, o projeto virou lei.
A nova lei determina que um tribunal federal reveja o caso de Terri Schiavo, que tem 41 anos.
O pai dela, Bob Schindler, acredita que a filha responde a estímulos e disse a repórteres que deu a notícia a Schiavo.
“Perguntei se ela estava pronta para dar uma volta e tomar café da manhã e ela me deu um grande sorriso”, disse ele.
Os pais dela passaram sete anos lutando para mantê-la viva, afirmando que Terri pode levar uma vida satisfatória.
O Congresso americano entrou no caso depois que um juiz da Flórida permitiu que o tubo que a alimenta fosse removido, atendendo a uma solicitação do marido dela.
Com a retirada do tubo, Schiavo morreria em duas semanas, a não ser que a decisão do juiz da Flórida seja revista e o tubo inserido novamente.
Acredita-se que o juiz federal que vá rever o caso decidirá pela volta do tubo e da alimentação de Schiavo.
"Defesa da vida"
Terri Schiavo entrou nesse estado vegetativo depois que seu coração parou temporariamente de bater em 1990.
O marido de Schiavo, Michael, seu guardião legal, entrou com processo pedindo que fosse permitida a sua morte.
Michael Schiavo, que nesse período constituiu uma nova família, afirma que Terri Schiavo não gostaria de ser mantida viva nas condições atuais.
Alguns políticos da Flórida queixaram-se da interferência política do Congresso no caso.
O porta-voz de Bush, Scott McClellan, disse, contudo, que é "uma questão de defender a vida".