20 de março, 2005 - 16h13 GMT (13h13 Brasília)
Em sua conversa com o presidente da China, Hu Jintao, a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, ouviu dele que a nova lei chinesa criada para limitar as ambições de Taiwan à independência promove "a paz e a estabilidade no Estreito de Taiwan".
Os Estados Unidos se opõem à medida, mas o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, com quem Rice se encontrou no domingo, disse esperar que os americanos respeitem a lei.
As conversas que Rice está tendo na China são as mais difíceis de seu giro pela Ásia.
A principal questão é o programa nuclear da Coréia do Norte. O governo de George W. Bush quer que a China se empenhe mais em obrigar a Coréia do Norte a retornar à mesa de negociações.
Colapso
Os Estados Unidos acreditam que a China é o país ideal para fazer isso, já que sem as exportações chinesas de grãos, petróleo e carvão a economia norte-coreana pode entrar em colapso.
Mas os chineses insistem que não têm esse tipo de poder de persuasão. De acordo com o correspondente da BBC em Pequim, os chineses estão satisfeitos com a situação atual na Coréia do Norte.
Rice criticou a União Européia por seus planos de suspender o embargo de armas à China.
Ela disse que os Estados Unidos estão preocupados com o crescente poder e sofisticação das forças armadas chinesas.
A secretária de Estado afirmou que os Estados Unidos e a Coréia do Sul têm um compromisso com uma solução diplomática, mas disse que os EUA não podem esperar para sempre que a Coréia do Norte retome as negociações.
Rice foi a Seul em busca de aumentar a pressão diplomática sobre a Coréia do Norte para resolver a questão de seu programa de armas nucleares.
As negociações estão paralisadas desde o ano passado.
A China e a Coréia do Sul querem que os Estados Unidos sejam mais flexíveis, mas a secretária parece não ter novas ofertas para persuadir os norte-coreanos a destruir suas instalações nucleares.
Rice disse que a Coréia do Norte já recebeu garantias de segurança e oferta de ajuda econômica na última rodada de negociações.