21 de março, 2005 - 00h27 GMT (21h27 Brasília)
O secretário-geral das Nações Unidas (ONU), Kofi Annan, propôs reformas radicais na organização, que incluem a ampliação do Conselho de Segurança - de 15 para 24 membros - e o estabelecimento de regras claras sobre o momento em que a ONU pode autorizar o uso de força militar.
As reformas são as mais amplas desde que a organização foi criada, em 1945.
Dois modelos serão apresentados para a expansão do Conselho de Segurança. O primeiro prevê a inclusão de seis novas cadeiras permanentes (cujos titulares não terão poder de veto) e três temporários.
O segundo mantém os atuais cinco membros permanentes, e integra outros nove temporários.
Os cinco atuais membros permanentes são Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Rússia e China e há dez temporários.
Brasil, Alemanha, Índia e Japão pleiteiam vaga permanente no Conselho de Segurança.
O relatório de Annan vai ser entregue à Assembléia Geral da ONU nesta segunda-feira.
Iraque
O documento é uma resposta a divergências dentro da ONU sobre a invasão do Iraque liderada pelos Estados Unidos há dois anos.
O secretário-geral também pede que se chegue a um acordo sobre uma definição de terrorismo.
Kofi Annan quer ainda que a organização crie um novo conselho de direitos humanos, em substituição à comissão atual, acusada de defender ditaduras.
Essas sugestões serão apresentadas a uma reunião da ONU em Nova York em setembro.
As reformas da ONU têm como desafios o reestabelecimento da confiança na própria organização e o reengajamento de seu maior integrante, os Estados Unidos, disse o analista da BBC para política internacional, Paul Reynolds.