19 de março, 2005 - 09h42 GMT (06h42 Brasília)
O subsecretário de Defesa dos Estados Unidos, Paul Wolfowitz – cuja indicação para ocupar a presidência do Banco Mundial pelo presidente americano, George W. Bush, vem provocando controvérsias –, voltou a fazer declarações no sentido de tranqüilizar seus críticos.
Se for confirmado no cargo, disse Wolfowitz em entrevista à agência Reuters, "certamente não vou impor a agenda dos Estados Unidos ao banco".
A indicação dele foi recebida com restrições por diversos governos por causa do papel predominante que ele teve no processo que levou à guerra do Iraque.
O Banco Mundial (Bird) financia projetos em países em desenvolvimento e alguns críticos temem que Wolfowitz imponha a política externa e social de Bush à instituição.
Na entrevista, ele prometeu trabalhar em conjunto com ONGs para reduzir a pobreza no mundo, que ele descreveu como uma das fontes do terrorismo.
"Não acho que exista uma resposta única ao desafio do terrorismo", disse, argumentando que essa não é a razão para reduzir a pobreza, mas acrescentou:
"Acho que a redução da pobreza vai ajudar."
Caricatura
Wolfowitz disse à Reuters que seus críticos são "pessoas que não" o conhecem.
Uma vez que "me conheçam eles vão se dar conta rapidamente ... que boa parte do que foi escrito sobre mim é uma caricatura inadequada".
Wolfowitz também disse que usaria os instrumentos do Banco Mundial para fortalecer a democracia.
"Acredito realmente que reduzir a pobreza contribui enormemente para o desenvolvimento político", disse.
Apesar da controvérsia provocada por sua indicação ao cargo, a aprovação do nome de Wolfowitz é praticamente certa.
Tradicionalmente, os Estados Unidos indicam o presidente do Banco Mundial e a Europa, o diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI).