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18 de março, 2005 - 19h59 GMT (16h59 Brasília)

Juiz mantém 'direito de morrer' de mulher nos EUA

Um juiz americano determinou que seja removida uma sonda que está mantendo viva uma mulher que sofre de uma doença cerebral e se encontra em estado vegetativo desde 1990.

A decisão vai contra tentativa do Congresso americano de adiar o desligamento das máquinas que estão mantendo viva Terri Schiavo, 41 anos. O Senado a havia convocado para depor em uma de suas comissões, o tornaria ilegal o desligamento dos aparelhos, segundo o líder da maioria republicana, Bill Frist.

Mas o juiz George Greer disse que o Congresso não deu um motivo por que deveria intervir no caso.

Schiavo é objeto de uma longa ação judicial entre seus familiares, que querem que ela seja mantida viva, e seu marido, que defende o desligamento da sonda alimentar que estão conectadas a ela.

Os médicos não esperam que ela se recupere.

Após anos de disputa, o desligamento da sonda foi marcado para esta sexta-feira, mas ainda não está claro se o procedimento será levado em frente.

Drible

“O Senado e a Câmara de Representantes permanecem dedicados a salvar a vida de Terri Schiavo”, disse Frist, por meio de um comunicado publicado em sua página na internet.

Ele acrescentou que, pelas leis americanas, é um crime “obstruir ou impedir que uma testemunha compareça” a uma audiência para a qual foi convocada oficialmente.

“Esta é claramente uma tentativa para driblar uma ordem judicial emitida por um juiz estadual”, disse Howard Simon à agência de notícias Associated Press.

Terri Schiavo está internada em um hospital da Flórida.

O caso tem gerado muita controvérsia, galvanizando os dois lados dos debates a respeito da eutanásia nos Estados Unidos.